XVIII "Encontro de Literatura para Crianças" na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, de 15 a 16 de Dezembro
quarta-feira, dezembro 10, 2008
De 15 a 16 de Dezembro realiza-se no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, a XVIII "Encontro de Literatura para Crianças" intitulado "Palavra de Trapos: As Línguas que os Livros Falam". As sessões decorrem entre as 09h00 e as 18h00, com entrada livre, com excepção da participação nos workshops que requerem inscrição prévia.
PROGRAMA:
15 de Dezembro, Segunda-feira
09h30 Sessão de Abertura Ministro da Cultura Fundação Calouste Gulbenkian
09h45 Conferência de Abertura Manuel António Pina
11h00 Palavras Rimadas José António Gomes (Comunicação de Enquadramento) José Jorge Letria Ana Luísa Amaral Anabela Mota Ribeiro (moderadora)
14h30 Palavras de Outrora, Agora Ana Paula Guimarães (Comunicação de Enquadramento) Manuela Júdice Alice Vieira Rui Lagartinho (moderador)
16h00 Palavras Trocadas Sara Reis da Silva (Comunicação de Enquadramento) Luísa Ducla Soares Bernardo Carvalho Ana Margarida Carvalho (moderadora)
Dia 16 de Dezembro, Terça-feira
09h00 Palavras Pintadas João Paulo Cotrim (Comunicação de Enquadramento) Vicente Ferrer António Torrado Luís Henriques João Miguel Tavares (moderador)
11h00 Palavra de Bicho Ana Margarida Ramos (Comunicação de Enquadramento) Mesa Redonda: Maria Teresa Maia Gonzalez Manuel António Pina Álvaro Magalhães Luísa Dacosta
12h30 Sessão de Encerramento Eduardo Filipe – Relator Rita Taborda Duarte - Comissária Fundação Calouste Gulbenkian
14h30 – 18h00 Workshops
Workshop 1 – Sala 2 “Do Livro à Animação”, Nuno Feijão
Workshop 2 – Sala 1 "A subversão dos movimentos do corpo e das hitórias tradicionais", Fernando Galrito
Com a participação de Cristina Paiva.
Estes Workshops terão no máximo 30 pessoas que deverão inscrever-se previamente até dia 2 de Dezembro: Email: lboliveira@gulbenkian.pt Tlf: 21 7823554
Fonte do texto e imagem: Fundação Calouste Gulbenkian
Ambas as sessões de apresentação estão marcadas para as 21h30, sendo de referir que o encontro marcado para Loulé conta com o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian e vai decorrer dentro das actividade do Clube de Leitura de Loulé.
Em Loulé, a apresentação da obra vai estar a cargo do docente da Universidade do Algarve, Professor Doutor João Minhoto Marques, enquanto que na Biblioteca António Ramos Rosa, de Faro a apresentação será realizado pelo Professor Doutor Pedro Ferré, vice-reitor daquela universidade.
“Combateremos a Sombra” é um romance onde a escritora explora a alma humana recorrendo à linguagem fluente aliada a um ritmo de policial, que é descrito como envolvente: “prende o leitor da primeira à última página, enredando-o no mistério que envolve as principais personagens desta obra”. Mais desenvolvimentos edição papel 2615.
Vídeo sobre o serviço "Biblio Clube 24 horas", um serviço inovador em Portugal e que se baseia no empréstimo autónomo de livros 24 horas por dia, 365 dias por ano. Igualmente não se conhece no nosso país ou fora dele, semelhante equipamento, embora existam algumas variantes.
A ideia, idealizada há uns 4 anos pela bibliotecária Carla Valente da Biblioteca Municipal da Batalha, tendo sido submetido a concurso à Fundação Calouste Gulbenkian que o apoiou e que foi implementado 'no terreno' há cerca de meio ano (5 de Dezembro de 2006)
Um serviço para descentralizar a Biblioteca Municipal que também conta com a Biblioteca ltinerante (que, recorde-se, é a primeira do país da rede da Fundação Calouste Gulbenkian, comemorando para o próximo ano 50 anos de existência) e o Pólo localizado na Freguesia de São Mamede.
Mais uma vez parabéns à Drª Carla Valente, minha professora de catalogação no curso de Técnicos Profissionais de BD, em Amarante, em 2003.
VIII Seminário Multidisciplinar - Ciências Documentais - Abril e Maio - Universidade Autónoma de Lisboa
terça-feira, abril 10, 2007
VIII SEMINÁRIO MULTIDISCIPLINAR
No âmbito doIII Mestrado e XIX Curso de Especialização em Ciências Documentais, coordenados pelos Professores Doutores José Subtil e Maria Nazaré dos Santos, da Universidade Autónoma de Lisboairão decorrer nos meses de Abril e Maio múltiplas conferências, nesta instituição.
PROGRAMA:
12 de Abril Dra. Ana Paula Gordo - Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian DESAFIOS NA GESTÃO DA BIBLIOTECA DE ARTE DA FCG
3 de Maio Prof. Doutor Josemar Henrique - Doutor em Ciências Documentais pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto A ORGANIZAÇÃO SISTÉMICA DA INFORMAÇÃO ARQUIVÍSTICA DA SECRETARIA DO GOVERNO DA CAPITANIA DE PERNAMBUCO DURANTE O ANTIGO REGIME
10 de Maio Prof.ª Doutora Maria Joaquina Barrulas - Investigadora do CITI/INETI INOVAÇÃO E GESTÃO DA INFORMAÇÃO
17 de Maio Prof.ª Doutora Fernanda Alves - Doutora pela Universidade Carlos III de Madrid AS BIBLIOTECAS DIGITAIS LUSÓFONAS
24 de Maio Prof. Doutor José Borbinha - Instituto Superior Técnico SISTEMAS DE INFORMAÇÃO: TEMAS RELEVANTES ACTUAIS PARA AS CIÊNCIAS DOCUMENTAIS
31 de Maio Prof.ª Doutora Zeny Duarte - Doutora em Letras e Docente do Instituto de Ciência da Informação da Universidade Federal da Bahia O ARQUIVO E O NOVO PARADIGMA DA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
Todas as conferências terão lugar às 18.30 horas no Mini-Auditório ou em local a confirmar.
Informações e inscrições: Gabinete de Mestrados Rua de Santa Marta, 47-4.º andar – 1169-023 Lisboa Tel. 21 317 76 37 - Fax: 21 317 76 37 Email: mestre [arroba] universidade-autonoma.pt
Apareçam, o painel como observam é de luxo e os temas são muito interessantes e pertinentes.
Portal "Casa da Leitura" visitado por mais de 100 mil pessoas na 1ª semana,
sexta-feira, fevereiro 16, 2007
O portal de promoção da leitura em meio familiar e escolar Casa da Leitura, lançado pela Fundação Calouste Gulbenkian há uma semana, foi visitado por mais de 100 mil pessoas, anunciou esta sexta-feira a entidade.
Clube de Leitura da Biblioteca Municipal de Loulé evidencia uma diâmica muito positiva
segunda-feira, fevereiro 12, 2007
"O gosto pelos livros gerou entre os membros do Clube de Leitura da Biblioteca Municipal Sophia de Mello Breyner Andresen, de Loulé, criado há quatro meses, uma cumplicidade que a mentora do projecto não imaginava quando apresentou a primeira candidatura a um programa de apoio, em 2004.
Depois de duas recusas e algumas alterações ao projecto, o clube conseguiu finalmente obter o apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian, num ano em que apenas 10 das 67 candidaturas nacionais obtiveram a bolsa.
Desde Outubro, juntam-se quinzenalmente no clube cerca de vinte pessoas, que "dissecam" obras de autores tão distintos como Clarice Lispector, Franz Kafka, Rosa Montero, Francisco José Viegas ou Marguerite Yourcenar."Somos muito liberais, não temos uma área literária por excelência e são os membros que propõem as obras", diz a mentora do projecto, Rita Moreira, 32 anos, que se confessa muito entusiasmada com o sucesso do clube.
Funcionária da Biblioteca Municipal de Loulé, com funções na área de criação de projectos, Rita Moreira assevera que ainda hoje lhe custa acreditar no ambiente e cumplicidade que se gerou entre os membros do clube, que reúne pessoas de várias idades e profissões, mas na sua maioria licenciados."Este era o grupo que eu idealizava quando apresentei o projecto, mas nunca pensei que fosse possível", insiste, salientando que existe no seio do clube um "grande respeito pela opinião do outro".
Os membros do grupo estão também atentos à vida cultural e à programação das salas de espectáculo, pois a ideia é debater não só livros como peças de teatro, filmes ou outro tipo de espectáculos artísticos. "Agora vai estar em cena no teatro D. Maria a peça 'Budapeste' de Chico Buarque e nós queremos ir lá ver", observa Rita Moreira, que quer também levar os membros do grupo a participar activamente na vida da biblioteca onde trabalha.
"Queremos trazer escritores de renome à bibliotecae há membros do clube que já foram convidados a participar em leituras de excertos e outras actividades", assinala. À parte as actividades paralelas ao clube que pretende realizar, Rita Moreira está certa de uma coisa: a missão de despertar o gosto para a leitura partilhada está a ser cumprida.Para integrar o clube - neste momento há 19 membros fixos e o máximo é 25 -, é necessário ter mais de 18 anos, estando a biblioteca encarregada de adquirir cada uma das obras em número suficiente para todos os participantes.
Além do Clube de Leitura de Loulé, existem no Algarve clubes nas bibliotecas de Lagoa, Lagos, Faro, Albufeira e São Brás de Alportel."
"Casa da Leitura": o novo portal de literatura infanto-juvenil, da Fundação Calouste Gulbenkian, disponível a partir de amanhã
quinta-feira, fevereiro 08, 2007
"O portal"Casa da Leitura" vai estar disponível na Internet a partir de sexta-feira para promover a leitura, tirar dúvidas e disponibilizar recensões de mais de 500 livros dirigidos à infância e adolescência.
Este projecto de incentivo à leitura criado pelo Serviço de Educação e Bolsas daFundação Calouste Gulbenkian será apresentado ao fim da manhã na sede da entidade, em Lisboa, ficando disponível nesse dia o acesso ao portal www.casadaleitura.org.
O site destina-se aos mediadores da leitura (bibliotecários, professores) e ao público em geral, sobretudo pais, jornalistas educadores, proporcionando-lhes material para a promoção da leitura junto dos mais jovens.
Além das centenas de recensões de livros destinados à infância e adolescência, estarão disponíveis biografias e bibliografias com actualização semanal e respostas a dúvidas de famílias e profissionais sobre práticas de leitura.
O site terá duas «salas», uma das quais com o Serviço e Orientação da Leitura, contendo informação sobre as edições de livros, recentes e clássicas, da literatura para a infância e juventude. A outra «sala» do portal, intitulada ABZ da Leitura, será dedicada aos mediadores e especialistas, mas terá também acesso livre do público. Este departamento conterá bibliografia específica, seleccionada segundo uma avaliação criteriosa das carências nacionais na área, e permitindo a publicação da investigação nacional.
O site terá laboratórios espalhados pelo país que irão atestar no terreno as sugestões e práticas apresentadas.
No âmbito do projecto, a Gulbenkian deverá, no prazo de um ano, disponibilizar um outro site com objectivos semelhantes mas dirigido exclusivamente ao público jovem."
Universidade do Porto inaugura biblioteca digital que disponibilizará, gradualmente, o acesso a 12 mil livros
terça-feira, janeiro 30, 2007
"Uma parte substancial do Fundo Bibliográfico Antigo (FBA) da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto passará a estar disponível na Internet, a partir de hoje. São 12 mil livros e publicações periódicas científicas datadas entre 1500 e 1945 que viram as suas páginas digitalizadas para poderem ser consultadas na rede global de informação.
O FBA da Faculdade de Ciências destaca-se pelo seu importante património do livro antigo, com uma significativa colecção de obras do século XVI e XVII – apenas algumas décadas após a invenção da imprensa – e um conjunto de periódicos dos séculos XVIII e XIX, provenientes das bibliotecas das primeiras expressões de ensino superior do Porto, embriões da actual universidade, cujas origens remontam a 1762, à primeira Aula de Desenho.
Apesar do processo de digitalização estar ainda em curso, vão desde já estar disponíveis na Internet algumas das mais significativas obras do património científico português (da autoria de Pedro Nunes, João Anastácio da Cunha, Francisco Gomes Teixeira, Félix Avelar Brotero ou Gonçalo Sampaio), para além das edições de importantes publicações periódicas como do Jornal de Sciencias Mathematicas e Astronómicas, dos Annaes Scientificos da Academia Polythecnica do Porto e dos Anais da Faculdade de Ciências do Porto.
O portal de acesso ao FBA d Faculdade de Ciências vai ser publicamente apresentado às 15 horas de terça-feira, 30 de Janeiro, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto numa sessão presidida pelo reitor José Marques dos Santos que contará com uma visita ao depósito do Fundo Antigo."
2ª fase do projecto “Para que os Meus Filhos Gostem de Ler” na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, do Porto, a decorrer até Maio
terça-feira, janeiro 16, 2007
"Vai decorrer na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, do Porto, a 2ª fase do projecto “Para que os Meus Filhos Gostem de Ler” através de um conjunto de cinco sessões que decorrerão até Maio.
Trata-se de uma iniciativa inovadora subsidiada pela Fundação Calouste Gulbenkian e destinada a pais e filhos entre os 6 e 12 anos. O objectivo é proporcionar orientação teórica e prática aos pais na criação de incentivos e hábitos de leitura nos filhos, através da criação de situações reais, experimentais e interactivas entre todos os participantes.
As próximas cinco sessões integram uma primeira parte com esclarecimentos a pais e educadores e uma segunda com oficinas destinadas à participação conjunta de pais e filhos. A próxima sessão realiza-se no próximo dia 27 com a participação de Isabel Alçada, Comissária do Plano Nacional de Leitura.
As sessões seguintes serão orientadas por Isabel Margarida Duarte (10 de Fevereiro), Luísa Dacosta (10 de Março), João Paulo Seara Cardoso (28 de Abril) e António Mota/João Paulo Caetano (26 de Maio).
A participação é livre e gratuita, sendo apenas necessário proceder à inscrição prévia para as oficinas.
Recorde-se que a Câmara Municipal do Porto tem em marcha oprojecto “Porto a Ler”, com o qual aderiu ao Plano Nacional de Leitura, tendo mesmo sido uma das primeira autarquias a fazê-lo."
Em 1994 a Câmara Municipal de Viana do Castelo adquiriu e pôs à disposição dos leitores, em especial dos mais afastados da cidade, uma nova Biblioteca Itinerante em cujo veículo, e necessária adaptação, a Autarquia investiu na altura cerca de sete mil contos.Esta Biblioteca funciona sob responsabilidade da Câmara, e contou até Dezembro de 2002 com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian. A biblioteca visita uma vez por mês todas as freguesias do concelho, com paragens em vários locais, para o que percorre uma média de 800 Km/mês.
Série sobre Bibliotecas Móveis - (I) Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian
domingo, dezembro 24, 2006
O BeP tentará ao longo de 2007 desenvolver uma série de posts sobre bibliotecas móveis.
Imperativamente, o início teria de ser pelo Serviço de Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, que se iniciou em 1958 (e que no ano seguinte passaria também a contar com bibliotecas fixas). O Serviço de Bibliotecas Itinerantes e Fixas da Gulbenkian assume um ponto de estudo incontornável para o conhecimento e compreensão das Bibliotecas Públicas na actualidade, em Portugal. Foi a primeira efectiva rede de bibliotecas em Portugal, pautada por um serviço de leitura pública moderna. Edificou o corpo matricial que em parte tem vindo a ser revezado paulatinamente, desde 1987, pelas novas bibliotecas da Rede Nacional de Leitura/Bibliotecas Pública(s) Como o post se estendeu demasiado entendi afixá-lo no BeP de suporte: Aceder:Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian
Os próximos posts serão muito mais abreviados, tendo sobretudo como objectivo divulgar uma biblioteca móvel de uma respectiva biblioteca, privilegiando-se as imagens.
O administrador da Fundação, Marçal Grilo explicou que a atribuição desta verba vai ser feita de um modo faseado - em três anos - com 150 mil euros anuais. «Articular os programas na área da língua, dos livros, da leitura, apoiar as bibliotecas e formar bibliotecários», são alguns dos objectivos que a Gulbenkian se propõe atingir com esta parceria, referiu o ex-ministro da Educação.
A principal prioridade deste Plano, «já há muitos anos, é investir no pré-escolar e no primeiro ciclo», disse. O protocolo hoje assinado «é muito importante, na medida em que permite elevar os níveis de literacia dos portugueses», acrescentou.
Nos termos do protocolo, à Fundação Calouste Gulbenkian é atribuído o estatuto de parceiro do Plano Nacional de Leitura, tendo em vista contribuir para a execução do mesmo através da concessão de apoio técnico e financeiro. No decurso do seu prazo de vigência, a execução do Plano será objecto de avaliação anual por parte do Ministério da Educação."
Fundação Calouste Gulbenkian comparticipa projecto de Bibliotecas Públicas dos Açores
quarta-feira, outubro 25, 2006
A Fundação Calouste Gulbenkian vai financiar, em cerca de 50 mil euros, um projecto do Governo Regional dos Açores nas bibliotecas públicas de Angra do Heroísmo, Horta e Ponta Delgada destinado a induzir a frequência destas instituições por jovens com idades entre os 15 e 25 anos.
Intitulado “Geração XL – maior do que a vida” e com um prazo de funcionamento de ano e meio, o projecto figura entre os dez seleccionados pela Gulbenkian num conjunto de 67 candidaturas, sendo a sua execução financiada pelo Governo Regional em cerca de 31 mil euros. Estruturada em tono do binómio leitura/escrita, a intervenção prevê a introdução, nas três bibliotecas públicas regionais, de adaptações organizacionais e funcionais ao nível dos espaços, das colecções e dos serviços mais directamente relacionados com os jovens.
O projecto prevê a produção de trabalhos alusivos pelos jovens, que serão apresentados publicamente numa mostra a realizar no seu encerramento. Como público-alvo da iniciativa figuram jovens que frequentam as bibliotecas pararealização de trabalhos escolares, que não utilizam as colecções disponibilizadas, que lêem para estudar e que desvalorizam a leitura como actividade recreativa".
XVII “Encontro de Literatura para Crianças” na Fundação Calouste Gulbenkian, de 8 e 10 de Novembro.
O XVII “Encontro de Literatura para Crianças” realiza-se este ano entre 8 e 10 de Novembro na Fundação Calouste Gulbenkian (Auditório 2). O tema deste ano é “Contado às Crianças”
A conferência de abertura estará a cargo da escritora Agustina Bessa-Luís. Por sua vez Frederico Lourenço, Gonçalo M. Tavares e Hélia Correia participarão na sessão “Contado às Crianças” . Na sessão Homenagens o tributo é dirigido a três escritores já falecidos: Sophia de Mello Breyner Andresen, Ilse Losa e o escritor brasileiro Erico Veríssimo (este através de seu filho Luís Fernando Veríssimo). Também decorrerá uma sessão dedicada à banda desenhada, animação e ilustração infantil, e uma outra sessão dedicada à música infantil.
Na inauguração estará presente a Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima e a sessão de encerramento será da responsabilidade do antigo ministro da educação Eduardo Marçal Grilo.
No dia 8, às 15h30 realizar-se-á o espectáculo "A Aldeia das 4 casas", a cargo do Chapitô, dirigido ao público infantil.
Paralelamente estará patente ao público a exposição "Livros com História(s)", que será inaugurada dia 8 e se manterá até ao dia 19 de Novembro, no Hall dos Congressos da Fundação Calouste Gulbenkian.
A entrada é livre e não necessita de inscrição prévia (já no espectáculo do Chapitô é necessária inscrição prévia).
Celebra-se hoje o Dia Internacional das Bibliotecas Escolares
segunda-feira, outubro 23, 2006
O Dia Internacional das Bibliotecas Escolares(DIBE) comemora-se na 4ª Segunda-feira do mês de Outubro, ocorrendo este ano no dia 23. Este dia foi instituído em 1999 pela International Association of School Librarianship(IASL). Neste dia as bibliotecas escolares, intuições e associações afins promovem múltiplas actividades, com vista a celebrar o evento em conformidade à sua importância. Em Portugal a instituição responsável pela coordenação das iniciativas a empreender neste dia é o Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares (RBE).
O principal objectivo deste dia é evidenciar a importância das bibliotecas escolares na educação das crianças. Efectivamente quando as crianças dispõem na sua escola de uma biblioteca bem apetrechada e proporcionadora de um bom leque de actividades em harmoniosa, mas também dinâmica correlação com as demais actividades curriculares e extra-curriculares, na generalidade, atingem melhores ‘resultados’ ao nível do ensino-aprendizagem. O seu desenvolvimento cognitivo, e respectivas capacidades e competências são assim potenciadas no seio da comunidades escolar.
Este ano a IASLescolheu como tema "Ler, Saber, Fazer", ou seja as ‘múltiplas faces da Literacia’, o que também foi extensível à 35ª Conferência Internacional da IASL, promovida pelo Gabinete da RBE, que decorreu de 3 a 7 de Julho na Fundação Calouste Gulbenkian em Lisboa.
A Leitura revela-se pois um extraordinário meio de acesso à informação e ao conhecimento, que desenvolvem no Homem a capacidade de criar e produzir uma miríade de aplicações e objectos, mais ou menos corpóreos, mais ou menos tangíveis.
Fundação Calouste Gulbenkian prossegue importante apoio a Bibliotecas Escolares e Públicas
A Fundação Calouste Gulbenkian continua a ser um importante pilar de apoio àsBibliotecas Escolares e Públicas portuguesas apoiando financeira e materialmente múltiplos projectos por elas encetados.
Na edição deste ano do Apoio a Bibliotecas Escolares / Centros de Recursos, vão ser apoiados, por parte da FCG, 32 projectos apresentados por Escolas ou Agrupamentos de Escolas. A lista pode ser consultada aqui. Este ano foram recebidas no total 277 candidaturas enviadas por escolas ou agrupamentos de escolas das áreas de influência da DREN e da Região Autónoma da Madeira. O valor global dos apoios concedidos ascende a 199.947 €
Já em Julho a FCG, no âmbito do concurso para Projectos de Promoção da Leitura em Bibliotecas Públicas (BP), escolheu10 projectos de BPs, a partir de 65 candidaturas. O valor global dos apoios concedidos ascende a 176.326 €. Vale a pena recordar os projectos seleccionados:
B. M. de Castelo Branco - “Do livro ao autor”
B. P. Évora - “Évora cidade leitora”
B. M. António R. Rosa, de Faro – “Brincar e ler”
B. M. Sophia de Mello B. Andresen, de Loulé – “Clube de leitura”
B. M. de Mértola – “Livros, leituras e outras aventuras”
B. M. de Montalegre – “De pequeno se torce o pepino”
B. M. da Nazaré – “Pescadores de palavras e imagens”
B. M. de Penamacor – “À descoberta na biblionave”
B. M. e A. R. de Ponta Delgada – “Geração XL - maior que a vida”
B. M. Manuel F. E. Louro, de São Brás de Alportel – “Livros sobre rodas: da liberdade de escolha ao prazer da leitura”
Estas informações foram recolhidas no website da Fundação Calouste Gulbenkian.
Biblioteca Municipal de Montalegre desenvolve projecto “De Pequenino se Torce o Pepino”, em 2 anos lectivos (2006/07 e 2007/08)
quinta-feira, outubro 19, 2006
A Biblioteca Municipal de Montalegreem parceria com os Agrupamentos de Escolas/Jardins-de-infância do Concelho de Montalegre, vai começar a implementar o projecto “De Pequenino se Torce o Pepino”.
Este projecto é substancialmente apoiado pela Fundação Calouste Gulbenkian, pois foi um dos 10 seleccionados ao concursos de “Apoio a Projectos de Promoção da Leitura em Bibliotecas Públicas” , que teve 69 projectos candidatos. O principal objectivo deste projecto de dois anos lectivos (2006/2007 e 2007/2008) é “alertar para a importância do livro e da leitura desde a primeira infância, informando e sensibilizando pais, avós e educadores para que desenvolvam acções que promovam o gosto pela leitura”.
Esta candidatura partiu dos seguintes pressupostos:
As crianças aprendem a ler com mais facilidade quando têm ao seu dispor materiais de leitura e oportunidades para os explorar;
Algumas experiências e actividades ajudam as crianças na aprendizagem da leitura: falar e ouvir falar outras pessoas – crianças e adultos - brincar com sons e letras, visitar lugares, participar em novas experiências e falar sobre elas, e explorar diversos materiais impressos como, por exemplo, livros, revistas ou cartazes;
Aprender a ler e a escrever, como tudo, leva tempo. Quem aprende necessita da ajuda de outros e de tempo para treinar. À medida que se vai aprendendo, a necessidade de ajuda tende a desaparecer e a criança fica mais autónoma e independente.”
Objectivos deste Projecto:
I - Criar dinâmicas de trabalho de promoção do livro e da leitura em parceria com os Jardins de Infância do concelho de Montalegre;
II - Informar e sensibilizar a comunidade para a importância do livro e da leitura desde a primeira infância;
III - Oferecer aos pais de cada recém nascido no concelho um Kit de livros, por forma a incentivar a leitura em espaço familiar;
IV - Desenvolver actividades de promoção de leitura em parceria com o ensino pré- escolar do Concelho;
V - Promover o livro através da ludicidade praticada nos Jardins de Infância;
VI - Promover encontros de leituras partilhadas: ler, dar e receber.
Público Alvo: Crianças do Concelho de Montalegre, até à idade Pré-Escolar (inclusive), pais/avôs e educadores.
Impacto Esperado: A consciencialização por parte do público alvo, de que o privar desde muito cedo com o Livro, é importante na formação e desenvolvimento de um futuro Leitor.
Metodologia e Duração: Trabalho em rede sob a metodologia de projecto. Duração de dois anos lectivos: 2006/2007 e 2007/2008.
Orçamento: Dez mil euros: 8 mil euros da Fundação Calouste Gulbenkian 2 mil euros da Câmara Municipal de Montalegre.
Actividades:
Sessões de aprendizagem com “especialistas” (pedagogos, escritores) destinadas aos pais/avôs e educadores de como desenvolver a sua actividade na promoção do livro e da leitura;
Aquisição de materiais pedagógicos para o (Centro de Recursos Leitura) existente na Biblioteca Municipal, para que possam ser requisitados pelo público alvo;
Sessões de animação e promoção do livro e da leitura em contexto de educação formal e não formal (Jardins de Infância/ Biblioteca Municipal);
Aquisição de Kits livros para oferta aos pais dos recém nascidos;
Promoção de ateliers de expressão plástica e imagética sobre o livro;
Convidar os avôs e pais a participar em acções de promoção de leitura em contexto escolar - ler nos Jardins de Infância, na biblioteca Municipal.
Ao longo da sua existência a Fundação Calouste Gulbenkian organizou centenas de exposições. No âmbito de comemorações dos 50 Anos da Fundação Calouste Gulbenkian, vão estar expostos alguns dos Catálogos dessas exposições que são em si mesmos objectos de conhecimento e educação.
A exposição organizada pela Biblioteca Municipal de Torres Vedras pode ser visitada entre as 10h00 e as 18h30
Biblioteca Municipal Espinho vai lançar a última fase do projecto “Ao Sabor da Ciência”, em 13 de Outubro
segunda-feira, outubro 02, 2006
A Biblioteca Municipal Espinho, com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, vai lançar a última fase do projecto “Ao Sabor da Ciência” que terá como pontos altos, no início do ano lectivo 2006/2007, a leitura como caminho para a ciência e a pesquisa científica.
O projecto terá como pontos altos e principais, a parceria com a sociedade civil e a sua ligação com as escolas e os jovens, na convicção de que, através da leitura, poderemos sempre desenvolver o conhecimento, a pesquisa e um maior acesso à informação.
Para isso, foram escolhidos textos e autores portugueses, como Manuel António Pina, Vergílio Alberto Vieira, Álvaro Magalhães e José Vaz, todos abordando a matemática, as ciências, o espírito inventivo, a astronomia e o espírito crítico para os jovens entre os 8 e os 12 anos.
Nesta parceria, queremos poder contar com educadores/professores e pais e, nada melhor para isso, do que algo básico que nos fizesse chegar à casa de cada um, através de textos para coleccionar, e abrir o “apetite” para um bom livro. Para tal, juntaram-se à Câmara Municipal de Espinho, através da Biblioteca Municipal, a empresa de panificação e pastelaria AIPAL que, em conjunto, aproveitaram os sacos do pão para neles se fazer passar a mensagem.
Esta campanha que, durará 3 meses (de Outubro até ao final do ano de 2006) será objecto da criação de cerca de 300 mil sacos de pão, em 4 versões, com a biografia dos escritores e os textos dos livros, escolhidos para o projecto "Ao Sabor da Ciência".
Os autores participarão também no lançamento da Campanha, dia 13 de Outubro, com todos os agentes envolvidos que, incentivarão a leitura e exposição dos referidos livros nas Bibliotecas da Rede de Bibliotecas de Espinho (Biblioteca Municipal, Pólo de Anta, Bibliotecas Escolares da EB2 Sá Couto, Domingos Capela, Secundária Dr. Manuel Laranjeira e Secundária Dr. Gomes de Almeida, bem como a EB1 Quinta da Marinha e a EB1 Espinho 2)."
Ver sacos de pão com textos alusivos. ex. 1 ; ex. 2
"Seminário Internacional sobre Bibliotecas Escolares" na Fundação Calouste Gulbenkian, dia 25 de Setembro
terça-feira, agosto 01, 2006
Dia 25 de Setembro de 2006 decorrerá na Fundação Calouste Gulbenkiano “Seminário Internacional sobre Bibliotecas Escolares”. O evento contará com a presença de Alberto Manguel, o consagrado escritor natural da Argentina, cujo livro mais afamado é“História da Leitura”. Entre outros, serão oradores no seminário Dorothy Williams, Keith Curry Lance, Leonor Gaspar Pinto, Paula Ochoa, Ana Novo.
Pode ser visualizado aqui o Programado Seminário bem como a ficha de inscrição respectiva. As inscrições podem ser realizadas até 18 de Setembro e são gratuitas. O seminário decorrerá no auditório 2 da Fundação.
Encontram-se abertas entre 20 de Maio e 20 de Junho as candidaturas de docentes ao projecto THEKA.
terça-feira, maio 30, 2006
Encontram-se abertas entre 20 de Maio e 20 de Junho as candidaturas ao projecto THEKA.Os destinatários são os docentes profissionalizados do Ensino Básico (1º e 2º ciclos) e da Educação para a Infância. A formação decorrerá entre Setembro e Junho, em horário pós-laboral. O Projecto THEKA funciona com grupos de formandos dediferentes direcções regionais de educação. Na formação deste ano foram seleccionadas as regiões de Coimbra, Viseu, Aveiro, Guarda, Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança.
O projecto THEKA, uma iniciativa do Serviço de Educação e Bolsas da Fundação Calouste Gulbenkian, tem como objectivo a formação de docentes responsáveis pela criação, organização e dinamização debibliotecas escolares/centros de recursos educativos em estabelecimentos dos primeiros níveis do sistema educativo (educação pré-escolar e ensino básico – 1º e 2º ciclos) de diferentes regiões do País. O projecto é coordenado por Amália Bárrios, Ana Maria Melo e Maria José Vitorino.
Pretende-se, entre outros objectivos, que esses docentes, após a formação:
ajam como promotores de aprendizagens, nomeadamente de competências de leitura e literacias, em articulação com a gestão local do curriculum e os projectos educativos da escola;
intervenham em escolas, pela criação, transformação e dinamização de bibliotecas escolares, através dos projectos desenvolvidos de acordo com a missão da Biblioteca Escolar preconizada pela RBE (Portugal) e pelos padrões internacionais (Unesco, IFLA, IASL);
apliquem estratégias activas de formação contínua de agentes educativos, envolvidos no projecto, com relevo para a modalidade de projecto autónomo;
produzam recursos para a auto-formação, a investigação, e o desenvolvimento (I&D), através da recolha, organização e produção de informação (fontes relacionadas com os temas a tratar);
intervenham eles próprios em processos contextualizados de formação de agentes educativos:
Livros (III) : "O Aparecimento do Livro" de Lucien Febvre e Henri-Jean Martin
segunda-feira, maio 29, 2006
FEBVRE, Lucien; MARTIN, Henri-Jean - O Aparecimento do Livro. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2000. ISBN 972-31-0899-2
“O Aparecimento do Livro” de Lucien Fevbre e de Henri-Jean Martin é uma obra de dois dos mais conceituados historiadores do século XX, editada pela Fundação Calouste Gulbenkian. A presente obra mostra a longa passagem do manuscrito ao aparecimento do livro. Os dois autores pretenderam com esta notável obra, imprimir um toque de preciosismo, e mostrar o livro ao serviço da história.
O livro, esse recém-chegado ao seio das sociedades ocidentais no século XV, na actualidade vê o seu lugar e a sua importância seriamente ameaçada. Não se pode afiançar se o livro poderá continuar a desempenhar o seu usual papel, rivalizado cada vez mais pelas novas tecnologias como a Internet ou as bibliotecas digitais, num mundo em constante mutação e em plena expansão do conhecimento.
Nessa obra, o livro é visto não apenas como uma realização técnica, cómoda e de engenhosa simplicidade, mas também um dos instrumentos mais poderosos que o homem dispôs para concentrar o pensamento dos seus representantes. Os autores pretenderam mostrar o livro como um meio eficaz sobre o mundo, um poder que emanou e continua a irradiar sobre o mundo.
Os autores tiveram a preocupação e o intuito de embarcar numa viagem onde nenhum guia, até hoje, revelou ao nosso conhecimento os possíveis perigos ou os resultados esperados. Pretenderam dar uma visão diferente, com conceitos novos e resultados que ninguém antes compilara e comentara.
Ao longo do livro são apresentadas e analisadas diversas temáticas: o aparecimento do papel na Europa; as dificuldades técnicas e a sua solução: a apresentação do livro através dos seus caracteres, o estado civil, formato e ilustração, e revestimento; o livro como mercadoria; o problema do mundo do livro; a geografia do livro; e o comércio do livro.
No último capítulo: “O livro, esse fermento”, os autores tentam realizar um balanço, avaliar os caminhos percorridos, assinalar o que a tipografia trouxe aos homens dos séculos XV e XVI. Pretende-se também estudar as novas técnicas nas transformações que se produziram o período do Renascimento e da Reforma. O aparecimento da imprensa veio solucionar as necessidades de livros, e constituiu um admirável progresso técnico.
Um livro fundamental para estudantes, professores e profissionais da área e para quem pretende saber um pouco mais sobre o aparecimento do livro, desde o desenvolvimento do livro manuscrito até ao impresso.
Livros (II) : " A Leitura Pública no Portugal Contemporâneo : 1926-1987 " de Daniel Melo, 2004
domingo, maio 28, 2006
MELO, Daniel – A Leitura Pública no Portugal contemporâneo : 1926-1987. Lisboa : Imprensa de Ciências Sociais, 2004. ISBN 972-671-137-1
ALeitura Pública no Portugal Contemporâneo (1926-1987) de Daniel Melo é uma obra de profunda relevância para o estudo em Portugal da temática da Leitura e Bibliotecas Públicas, ainda mais acrescida pela escassez de obras neste âmbito. Em muitas facetas (um lato estudo histórico, análise rigorosa de legislação, relações formais e informais inter e intra-instituições da área e não só, correlações estabelecidas entre o tríptico instrução-educação-bibliotecas, etc) a obra assume marcados contornos de pioneirismo e de excelência crítica em Portugal. Curiosamente esta obra foi realizada por um autor sem formação específica em Bibliotecas, mas já com uma expressiva carreira académica na área da História, que compreende o Doutoramento em História Moderna e Contemporânea em 2003, sendo actualmente Investigador Associado Sénior do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa(ICS-UL).
A Leitura Pública… é uma versão revista e resumida da sua dissertação de doutoramento, apresentada no ISCTE. Neste livro o estudo sobre a Leitura Pública evolve desde a instauração da Ditadura Militar (em 1926), passando pelo Estado Novo (formalizado em 1933) e pela IIIª República (1974-) até as primórdios (1985-87) da Rede Nacional de Leitura Pública, depois denominada por Rede Nacional de Bibliotecas Públicas (RNBP),com base no modelo francês e nas directrizes do Manifesto da UNESCO.
Verifica-se durante este lato período um largo espectro de tipos de bibliotecas presentes no território nacional (municipais, da Gulbenkian, populares, eruditas, especiais, escolares, ambulantes, a BN, etc.). Todavia podemos definir três modelos conceptuais principais de bibliotecas: do projecto nacional de bibliotecas de 1927, das bibliotecas itinerantes e fixas da Fundação C. Gulbenkian (FCG), e mais recente do modelo de biblioteca pública da RNBP. O modelo da FCG foi ao longo do tempo o de asserção cultural mais expressiva a diversos níveis, mormente na concepção de Rede Nacional bem como das linhas orientadoras da Biblioteca Pública moderna.
No intuito de fornecer a visão mais objectiva e rigorosa sobre as concepções teóricas neste âmbito, o autor dirigiu o seu enfoque de análise sobretudo nos diplomas legislativos, Já no que concerne aos aspectos mais práticosoptouporquatro componentes :“[I]análise de estatísticassobre as bibliotecas portuguesas (especialmente quanto aos movimentos de leitura), bem como o seu confronto com o movimento de alfabetização (…); [II]baseada no inventário critico dos problemas que afectavam as bibliotecas, bem como das suas propostas bibliográficas (…) ; [III] análise crítica dos estudos e inquérito existentes sobre bibliotecas e leituras (…): [IV] do estudo do caso que serviu para abordar o contributo das biblioteca da FCG para a leitura pública”.1
Ao longo do livro são apresentados e analisados trinta e cinco estudos e inquéritos (entre 1923 e 1988) sobre a leitura, os leitores e as bibliotecas, delineando-se alguns perfis específicos destes. Bastante interessante prova ser um subcapítulo (de 15 páginas) dedicado a uma visão comparativa dos movimentos de alfabetização e leitura em Portugal ao longo do período focado no livro, fundamentado por inúmeras e pertinentes estatísticas. E o autor não esquece o papel marcante que a censura teve nestes processos.
No último capítulo é realizado um estudo relativamente extenso sobre as bibliotecas da FCG (a evolução da sua implantação geográfica, os seus propósitos sócio-culturais, a acervobibliográfico disponibilizado, os seus público-alvo, as suas relações com as biblioteca estatais, etc.), que tiverem um contributo basilar para a leitura pública em Portugal. “O seu projecto das bibliotecas itinerantes e fixas (lançado em 1958) consolida em definitivo a matriz municipal de uma estrutura nacional de leitura. Associando-se ao poder municipal e ao associativismo livre viabiliza uma política cultural sectorial dinamizada pela sociedade civil e assente nas comunidades locais mais desfavorecidas quanto ao acesso ao livro e à leitura.”2 Neste domínio ler o artigo “Leitura e Leitores nas Bibliotecas da Fundação Gulbenkian (1957-1987)” de Daniel Melo.
O autor entendeu efectuar um capitulo de conclusões onde em breves páginas nos fornece uma perspectiva global muito clara e inteligível deste problemática.
Um livro de imprescindível leitura na área, de elevado rigor académico e muito bem estruturado, e com recurso a uma linguagem escorreita que convida desde logo o potencial leitor a uma leitura mais prolongada.
Dezenas de ilustres oradores provindos dos mais variados países dos cinco continentes abordarão ao longo da semana múltiplas questões sobre a Literacia. O comité organizador é formado por Isabel Veiga, Manuela Barreto Nunes, António Pina Falcão, Maria do Carmo Salgado, Isabel Andrade e Anabela Martins.
Sub-temas:
- Redes de Bibliotecas Escolares O mundo informacional do século XXI é um mundo em rede. Isto significa que nenhuma organização pode sobreviver sem cooperar e interactuar com outras. O desenvolvimento de redes locais, nacionais e internacionais, é a maneira mais eficaz de agir com qualidade na nossa sociedade.
Questões para aprofundar o debate:
Podem as bibliotecas escolares atingir os seus objectivos sem estarem integradas em redes locais, nacionais e internacionais?
Devem estas redes incluir outros tipos de bibliotecas, tais como bibliotecas públicas e de outras organizações, nomeadamente ao nível local?
Quais os melhores exemplos de redes de cooperação de bibliotecas no mundo? Como podem esses exemplos ser utilizados no apoio ao desenvolvimento de redes nacionais de bibliotecas escolares?
De que maneira podem as redes locais, nacionais e internacionais de bibliotecas escolares promover programas de literacia?
- Literacia e multi-literacias A literacia é, em todos os seus aspectos, uma questão maior das bibliotecas escolares. Enquanto elemento fundamental do processo de ensino e aprendizagem de competências de informação, os serviços e colecções da biblioteca escolar são meios essenciais de apoio ao esforço de desenvolvimento da literacia global nas crianças e nos jovens.
Questões para aprofundar o debate:
De que forma estão as bibliotecas escolares a lidar com as múltiplas faces da literacia no mundo contemporâneo?
Quais as suas prioridades na promoção da literacia?
Que serviços, colecções ou actividades são mais adequados à criação de um ambiente informacional capaz de enfrentar questões de literacia?
A formação dos alunos como efectivos utilizadores de recursos de informação está a ser incluída nos programas e planos de actividades das bibliotecas escolares?
Devem os professores bibliotecários ser especificamente formados nas áreas de gestão e liderança de políticas de literacia, em estreita colaboração com a comunidade educativa?
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- Bibliotecas digitais, ambientes híbridos À biblioteca escolar contemporânea colocam-se novos desafios resultantes da necessidade de integração dos materiais e serviços tradicionais no novo mundo digital. Hoje em dia, quando falamos de recursos de informação referimo-nos cada vez mais a bibliotecas digitais e a recursos de Internet. A aprendizagem baseada na pesquisa em ambientes de acesso remoto implica a utilização de serviços de bibliotecas e informação em linha, acessíveis a qualquer hora, a partir de qualquer lugar.
Questões para aprofundar o debate:
De que modo está o meio digital a transformar a maneira de trabalhar das bibliotecas escolares?
Como enfrentam as bibliotecas escolares as mudanças e desafios criados, simultaneamente, pelo uso e pela construção de bibliotecas virtuais?
Estão as bibliotecas escolares a construir colecções digitais e a produzir os seus próprios recursos electrónicos, em resposta às necessidades da escola?
Que tipo de dificuldades enfrentam no tratamento e na gestão de recursos electrónicos, atendendo às suas características específicas e inovadoras?
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- Bibliotecas escolares, fosso digital e inclusão social As bibliotecas escolares, tal como a comunidade escolar, espelham o meio social em que se inserem. Os alunos que frequentam as bibliotecas escolares reflectem a diversidade social, cultural, étnica e económica do meio local em toda a sua complexidade. Subjacente às muitas questões relacionadas com a promoção de habilidades e competências de literacia informacional está o tema crítico do fosso digital, determinante para o acesso das crianças e dos jovens ao processo da aprendizagem baseada na pesquisa e, finalmente, ao conhecimento. Mais ainda, o fosso digital é também um problema geopolítico, que pode afectar o desenvolvimento de bibliotecas escolares adequadas em muitos países.
Questões para aprofundar o debate:
Como podem as bibliotecas escolares apoiar a Escola nas suas tarefas de promoção da inclusão social?
Que políticas estão a ser desenvolvidas de maneira a encorajar a integração de comunidades étnicas heterogéneas?
Até que ponto detêm as nossas bibliotecas escolares os meios necessários à promoção de relações humanas positivas, que ajudarão os mais necessitados e socialmente desfavorecidos a alcançar os mesmos objectivos que os seus colegas mais privilegiados?
Como podem as redes internacionais de bibliotecas escolares apoiar a luta contra o fosso digital?
Exposição “Palavras da Terra… A Literatura é uma outra forma de Paisagem” - Biblioteca Municipal da Moita, 9 a 31 de Maio
sexta-feira, maio 05, 2006
"A Biblioteca Municipal da Moita– Pólo do Vale da Amoreira apresenta, de 9 a 31 de Maio, a exposição “Palavras da Terra… A Literatura é uma outra forma de Paisagem”.
Concebida pelo Instituto Português do Livro e das Bibliotecas(IPLB), com fotografias de Nuno Calvet, esta exposição constitui um roteiro literário pelas terras e pelas gentes de Portugal. Cada um dos 25 painéis recolhe excertos de livros de escritores em cujas obras são feitas referências a lugares e pessoas, que povoam o espaço das antigas províncias portuguesas. Florbela Espanca fala do Alentejo, Camilo Castelo Branco do Minho e de Trás-os-Montes, Aquilino Ribeiro das Beiras. Ao ler estes e outros autores, poderá descobrir nos seus livros uma outra 'paisagem' da sua terra."